As instituições de saúde ocupam edifícios cuja organização, tanto de setores como de seus compartimentos, tem correlações funcionais necessárias para uma correta fluidez na atenção dada aos pacientes, ao consumirem os serviços que realiza. Os espaços edificados, paralelamente à intensa predação por seu constante e diuturno uso, requerem constantes alterações no seu traçado, adaptando-os a novos procedimentos ou incorporando novas técnicas e tecnologias médicas!
 
A compreensão espacial de um edifício se dá através as “plantas” que são desenhos técnicos que informaram sua edificação, e mais que tudo, são base para compreensão e avaliação de seu desempenho, orientando constantemente alterações ou complementações em sua organização.
  
A prática corrente dos dirigentes interessados tem sido sugerir mudanças “in-loco”: vamos lá que lhe mostro!!!, desconhecendo por vezes que é mais didático e abrangente, analisar plantas técnicas que mostram a área-problema e sua inserção no todo do edifício, e que permitem estudar impactos que podem surgir em outros setores: “mudou aqui, desregulou lá!”
 
Os dirigentes que operam qualquer tipo de edifício de saúde devem ter em mãos, plantas em escala adequada e que sejam “portáteis” para fácil manuseio e leitura, criando uma prática de “discutir o melhor arranjo do espaço!!!”.
 
Esta sugestão se faz necessária pelo fato que, como plantas são “coisa de prédio”, ficam arquivadas na quinta gaveta do sexto escaninho do arquivo de desenhos, localizado no subsolo, que tem sobre ele um vaso de samambaia, tendo como fiéis guardiões os responsáveis pela manutenção!!!

Quando arquitetos ou engenheiros são convidados para analisar ou contribuir com suas experiências, necessitam dispor de plantas e demais componentes dos projetos do edifício e que ao fazer a solicitação, ouvem uma clássica expressão: CADÊ AS PLANTAS!!! QUE PLANTAS!!!